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Ser ou não ser (sozinho)

17 mai

Por Natalia Biteli

“O ser humano tem medo da solidão”

“Quando você namora você precisa dar muita explicação. Vai sair e tem que avisar. Você arranja uma segunda mãe”

Foram essas as duas frases que ouvi hoje antes de encerrar o meu dia, e que acabaram tornando a minha noite mais turbulenta do que eu estava imaginando que seria. Fiquei encucada não só por internamente discordar dessa visão, mas por lembrar que frases como essas já saíram da minha boca mais de uma vez.

Atire a primeira pedra quem nunca terminou um namoro e sentiu AQUELE alívio… alívio de não precisar mais dar satisfação a ninguém, de poder ir aonde quiser e com quem quiser, de poder encontrar os amigos em pleno sábado a noite e sem peso na consciência, de ir a uma balada só porque teve vontade de ir, de emendar um happy hour depois do expediente sem precisar avisar ninguém, de comer pizza no dia “sagrado” do temaki…etc etc etc.

Concordem ou discordem de mim, mas a rotina a dois só perde a competitividade com o “sexo, drogas e rock and roll” quando o amor não existe mais lá. E no início tudo é farra, tudo é alegria, cada brinde é eterno e cada encontro com os amigos é motivo para salientar o quanto você está bem agora. Até que o grito de liberdade se torna tão repetitivo que acaba perdendo a graça e te trazendo de volta ao mundo onde o que reina é o “impossível ser feliz sozinho”.

Na vida todos temos nossos altos e baixos, assim como todo relacionamento tem seus altos e baixos. E ninguém decide ficar sozinho quando está no pico da felicidade. Precisa ter algum drama, algum estresse, algum sinal de queda ou inconsistência para querer terminar algo que antes estava bom.

Não culpo as pessoas de pensarem que o ser humano tem medo da solidão, porque realmente acho amedrontador não ter alguém para compartilhar as coisas, dizer como foi o seu dia (por pior que tenha sido), para dar “bom dia” e “boa noite” e, não sendo uma perseguição doentia, ter alguém preocupado com você e querendo saber onde você está.

Os únicos vilões desse “paraíso” são o ciúmes e a insegurança, que tornam o ambiente tão irritante como uma mãe neurótica. Mas basta controlá-los ou eliminá-los à força.

E no final todo mundo acaba concordando que melhor do que viver sozinho é ter alguém que te cubra quando você está com frio, te faça um chá quente quando você está gripado, te abrace enquanto você chora…e não só nas horas ruins, que também te faça manter o sorriso no rosto por ter certeza do quanto você tem valor.

Então, caros amigos, eu termino o meu dia me sentindo muito bem, pois meus primeiros cabelos brancos hoje me ajudam a enxergar que estar com alguém não é abdicar da sua própria vida e muito menos da sua liberdade, mas, sim, é estender a mão para alguém que possa te acrescentar.

Já sei namorar

28 mar

Por Natália Biteli

“Anteontem, um olhar pudico. Ontem, um discreto beijinho em público. Hoje, dividir o quarto com o namorado”.

Atire a primeira pedra aquele que acha que os padrões de comportamento amoroso também não são ditados pela história. Uma simples conversa entre avó, mãe e filha me inspirou a escrever sobre este tema. A pergunta era simples: “Como era um namoro na sua época?

Resposta da avó:

- “Ah filha, na minha época era tudo muito platônico. Não tinha esse negócio de beijo e muito menos de sexo, o máximo que fazíamos era tocar na mão um do outro. Podíamos namorar no portão, mas sempre aos olhos atentos dos nossos pais e irmãos. O tempo era contado e muito bem vigiado. Fui dar um beijo de verdade no seu avô só depois que nos casamos”.

Resposta da mãe:

- “Vitoriosamente, na minha época conseguimos atravessar a barreira dos portões, e um cinema ou teatro era permitido aos finais de semana. Porém, nunca sozinhos, carregar de vela a irmã mais nova virou elemento natural nos encontros dos anos 1950. O beijo roubado era o clímax do namoro do sofá. E nem preciso dizer que sexo foi só depois do casamento”.

E eis que chega a minha vez. Como explicar o namoro do século 21? Como explicar que já atravessamos o portão, a sala de casa e a porta do quarto? Como explicar que o “Eu sou de ninguém, Eu sou de todo mundo, E todo mundo é meu também” é o normal da nossa época?

Respirei fundo, pensei e respondi…

Resposta da filha:

- “Antes do oficial pedido de namoro, se é que ele acontece, normalmente existem 4 testes aos quais o nosso amado é submetido:

1 – O teste do beijo

2 – O teste do restaurante

3 – O teste da balada com as amigas

4 – O teste do colchão

Tendo completado todos os testes com sucesso, namoro só vira namoro depois de oficializado no Facebook. E risadas acompanham o meu pensamento quando dimensiono a tamanha importância do “em um relacionamento sério com…”

Os tempos mudam, os padrões mudam. Zombar dos costumes do passado já ficou fora de moda. Feliz é a garota que ainda ganha flores, que anda de mãos dadas, recebe uma carta de amor e só entra no carro depois do garoto abrir a porta.

Como tirar sarro dos nossos avós que mal podiam se encostar, se hoje os casais mais se falam por mensagens de texto e Facebook? Como tirar sarro dos nossos pais que eram obrigados a carregar os irmãos de vela, se hoje não conseguimos nos relacionar com alguém que não trate bem nossos irmãos e tenham o ‘aval’ dos nossos amigos?

Pensem nisso…

 

Curto, simples e realista

16 fev

Por Arnaldo Jabor

Arte em aquarela by Daniela Sampaio

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- ‘Ah,terminei o namoro…
- ‘Nossa,quanto tempo?’
… – ‘Cinco anos… Mas não deu certo…acabou’
- É não deu…?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico; que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…
Acho que o beijo é importante…e se o beijo bate… se joga… se não bate…mais um Martini, por favor… e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria compania?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte.
Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo
E nem sempre as coisas saem como você quer…
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim…quem disse que ser adulto é fácil?

(Texto de Arnaldo Jabor)

Amor é assim, simples!

14 fev

Por Nat Biteli

Em homenagem ao “Valentine’s Day”, compartilho com vocês a minha visão sobre o amor:

Amor não tem idade, basta um friozinho na barriga para provar que ele está lá

Amor não tem sexo, a tampa da sua panela é quem veio ao mundo para te completar

Amor não tem nacionalidade, “eu te amo” tem o mesmo significado em todas as línguas

Amor não tem hora, ele aparece quando você menos espera

Amor não tem regra, a sua graça é a sua irracionalidade

Amor não tem receita de bolo, uma ousadia aqui e outra lá podem dar um sabor diferente na relação

Amor não é um jogo de tênis, é um jogo de frescobol onde um colabora com o outro

Amor não tem dia certo, comemore todos os dias por tê-lo encontrado

Mas, especialmente hoje, HAPPY VALENTINE’S DAY!

"Faça amor, não faça guerra"

Um romance à lá “Eduardo e Mônica”

5 jan

Por Adrianna Rocha

Conversando sobre um filme onde várias histórias, amorosas ou não, se entrelaçavam, parei pra pensar o quão estranho os relacionamentos são.

Pensem comigo: antes de você namorar alguém obviamente você não sabia da existência dessa pessoa no mundo. Mas, de repente, ela se torna totalmente indispensável pra você.

A história é a seguinte: Roberta vai em uma festa no interior e conhece Pedro. Conversam um pouco, bebem outro pouco e o beijo acontece. O beijo definitivamente não foi o melhor do mundo (segundo ela!), mas ela olha para um lado e não vê ninguém, olha para outro e ninguém também… Decide então insistir ficar com Pedro… (já que todas as amigas a abandonaram!)

No fim da noite acontece a famosa troca de telefones e a mensagem básica de “cheguei em casa”. Sem muitas expectativas, Roberta vai dormir…

Para a sua surpresa, Pedro liga no dia seguinte e no seguinte e no seguinte…

Roberta sabe que Pedro tem uma viagem marcada para ficar dois meses fora do país e, por isso, nao esperava mais do que algumas idas ao cinema e alguns jantares.

Mas… Pedro pensou diferente.

- Roberta, você quer namorar comigo!?

E pronto! Assim, sem mais nem menos, um completo desconhecido passou a ser indispensável na vida de Roberta.

Eu andava meio descrente do amor… Mas acho que ele ainda existe.

E vocês, ainda acreditam no amor!?

Em homenagem a uma pessoa muito querida! Que vocês sejam muito felizes!

 

Mais:

Medo de relacionamento vs A pessoa certa

Príncipe encantado! Ele existe?

A arte do blind dating

 

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