Por Caio Blanco
Faz um tempo, eu ouvi dizer (há quatro anos, três meses e cinco dias) que todo mundo que cresce tem que arranjar uma ocupação com o tempo, ganhar dinheiro e tocar a vida. Eu ando tocando minha vida faz quatro anos, três meses e cinco dias, muito bem, obrigado, tentando não deixar a peteca cair, mostrando com quantos paus se faz uma canoa e uns tantos outros ditados populares. Aqui na Inglaterra não foi diferente: e eu tive que rebolar pro bambolê não cair e arranjar uma ocupação pela contraprestação do vil metal. Nessa esteira, a gentil Natália Biteli cedeu esse espaço (que acompanho há tempos, pois tenho uma compulsão demoníaca por blogs adoroooo o “Noite das Meninas”) para eu fazer uma fita com meu chefe e mostrar que estou trabalhando direitinho. Não julguem o post. Jamais decidiria falar sobre camisetas se tivesse livre arbítrio para tal. Vamos, porém, tentar fazer toda a experiência mais prazerosa, utilizando os eufemismos da falecida (ainda não?) Marta Suplicy (Pra quem não entendeu, eu tô falando do “relaxa e goza” e a Marta ainda tá viva e militante da causa dos viciados em sexo).
Vocês sabiam que os portugueses chamam camiseta de “t-shirt”? Sim, tipo os americanos. Pronto, cabou, era essa a curiosidade, só queria contextualiar que eu aderi a moda e estou aportuguesando meu vocabulário. Pois bem: quem não gosta de t-shirt só pode ser doido da cabeça. As peças são perfeitas para quase todo o tipo de ocasião, clima e humor. Para nós vocês, meninas, o caimento é mais especial: devido às variações de humor bruscas por conta da TPM, ou do período menstrual em si, ou do término do namoro, ou da final do American Idol, ter uma coleção de t-shirts no guarda-roupa pode ser uma solução inteligente e pragmática para estar bem vestida e na moda.
Todo mundo sabe que o que pega hoje é ser hype. A moda patricinha foi-se embora pra Beverly Hills em 2006, quando a Lindsay Lohan começou com o pó e você deixou de frequentar a Happy News. Você nem precisa ser hype, nem precisa entender de Almodóvar de verdade ou gostar de frequentar o MASP pra estar na moda. O que importa mesmo é a aparência (ou você acha que aquela sua amiga que fica tirando foto do Instagram no Ibirapuera tá realmente andando de longboard?). E quer melhor vestuário para sair hype por aí do que uma camiseta t-shirt bacanuda? Melhor ainda se ela for uma t-shirt personalizada! ETA, QUE COISA BOA!
Bora se jogar nas estampas, nos prints, nas frases de efeito! Quer mandar uma indireta pro ex? BORA FAZER CAMISETA! Quer sair bem na foto quando acompanhar aquele gatinho roqueiro na balada alternativa? BORA FAZER CAMISETA! Quer matar de inveja a amiga falsa? BORA ESTAMPAR A MARCA DA CHANEL NA CAMISETA!
Eu não vou nem dar uma de Coco Chanel aqui e começar a falar da importância social das t-shirts como agentes da igualdade entre homens e mulheres. Mulher moderna, poderosa, hype e que quer ficar bonita sem exagerar no look usa camiseta sem vergonha nenhuma de ser feliz. Seja na academia (aquela que você pagou o semestre e foi duas vezes até agora) ou seja para cair na balada numa noite quente de verão (ai, meus sonhos de uma noite de verão!), as t-shirts chegaram para ficar!
XoXo














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