Arquivos | fevereiro, 2012

Eta que tá todo mundo querendo ser feliz

23 fev

Por convidado especial

Um amigo meu muito querido, Caio Blanco, um garoto prodígio na arte da escrita, recentemente publicou em seu blog (http://minivaca.wordpress.com) um texto sensacional e que vale a pena ser lido.

Por ser fã do “Noite das Meninas”, ele topou em compartilharmos esse texto aqui no blog. Espero que vocês gostem….AND…..só pra constar, ele ADORA um feedback, então sintam-se à vontade para comentar.

Eta que tá todo mundo querendo ser feliz

 

Eu amo o Facebruik. Amo mesmo. Nunca reclamo das gentes que ficam dando”bom dia” e “boa noite” (nem sequer acho os “boas tardes” ruins), nem reclamo das gentes que põem os bichos mortos e as crianças degoladas. Pra mim tá tudo bem, pra mim tá tudo ótimo. Confesso que não gosto muito de compartilhar foto de gente desaparecida, mas é mais uma questão estética do meu mural mesmo.

Mas faz tempo, eu reparei, que todo mundo que eu conheço no Facebook é feliz pra dedéu.  É verdade! Tá todo mundo rico, todo mundo frequentando restaurante bom, todo mundo viajando pro exterior. E esse Carnaval, então? Eta, coisa boa, minhas gentes! Tava todo mundo na folia, na piscina, na praia, na putaqueopariu e o melhor: sem vergonha nenhuma de mostrar pro mundo as fotos do Instagram (mesmo um bando de gente estando fora do peso ideal). Tá aí uma coisa que não me agrada: Instagram. Talvez seja inveja internalizada por eu não ter um Iphone (Sami, conta pra gente como é ter essa maravilha tecnológica!).

Mas a questão não é essa. Eu acho bem é bom que esteja todo mundo feliz. Acho que gente feliz é sinônimo de harmonia interna, de paz e de bom resolvimento.  E eu também consigo entender o porquê essas pessoas gostam de compartilhar as fotos com o mundo: eu num tô aqui, compartilhando as minhas palavras com vcs? Então, dá na mesma.

É que instalou-se no mundo o que eu gosto de chamar de “mal das celebridades”. Todo mundo quer fazer figuração na Caras ou quer seus 15 minutos de fama. Todo mundo quer postar aquela foto que vc tá bonito e receber o elogio, ou ver quantas pessoas vão curtir. Muito natural. Quem não gosta de ter ego massageado, está mentindo para si e para o mundo.  Essa necessidade de compartilhar a vida faz parte hoje da rotina. “Fulano esteve com Beltrano no Restaurante W – HMMM, QUE DELÍCIA DE ALMOÇO” (foto do Instagram do prato). “Ciclano just checked in Aeroporto Internacional – TCHAAAU, BRASIL!” (foto da mala de viagens).  Nosso Facebook virou nossa fonte de fofocas particular. É a maneira humilde, dos pobres mortais, pessoas comuns, de sentirem o gostinho da fama. Porque elas pensam que as pessoas que curtiram a foto e comentaram, de fato se importam com isso. Falta-lhes, porém, a percepção de que as pessoas só estão a fazer isso para receber a contrapartida: comento na sua e você comenta na minha. Essa é a regra de etiqueta virtual.

Aí todos nós somos um pouco famosos, um pouco celebridades, um pouco mais ocos. Mas todos somos felizes: na praia, no restaurante, no hotel, na Europa ou numa casinha de sapê.

Quem lembra de um mundo em que as pessoas simplesmente não sabiam que vc fez uma viagem internacional ao menos que vc tivesse contado? Que absurdo! Mas para eu contar, eu preciso esperar que perguntem, por que dizer, assim, por dizer, pode parecer presunção e metidez.  Poizé. Mesmo assim, a gente não tem vergonha nenhuma de escancarar o que fez numa bela foto no nosso mural. Assim como as cutucadas, o Facebook veio para inverter alguns ensinamentos sociais. Iverter não. Talvez simplesmente dar aval àquilo que todo mundo sempre quis fazer, mas o mundo considerava de mau-gosto ou mal educado.

O Facebook é o passe livre pra vc cutucar o quanto quiser e se promover até o limite. É virtual, não tem problema: é de mentirinha. De novo, parece que subvertemos os mandamentos sociais. Porque, no fundo, no fundo, também sempre desejamos que essa vida real (que é bem diferente das suas fotos felizes no Instagram) fosse de mentirinha.

Beijos,
Caio

Curto, simples e realista

16 fev

Por Arnaldo Jabor

Arte em aquarela by Daniela Sampaio

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- ‘Ah,terminei o namoro…
- ‘Nossa,quanto tempo?’
… – ‘Cinco anos… Mas não deu certo…acabou’
- É não deu…?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico; que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…
Acho que o beijo é importante…e se o beijo bate… se joga… se não bate…mais um Martini, por favor… e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria compania?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte.
Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo
E nem sempre as coisas saem como você quer…
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim…quem disse que ser adulto é fácil?

(Texto de Arnaldo Jabor)

Amor é assim, simples!

14 fev

Por Nat Biteli

Em homenagem ao “Valentine’s Day”, compartilho com vocês a minha visão sobre o amor:

Amor não tem idade, basta um friozinho na barriga para provar que ele está lá

Amor não tem sexo, a tampa da sua panela é quem veio ao mundo para te completar

Amor não tem nacionalidade, “eu te amo” tem o mesmo significado em todas as línguas

Amor não tem hora, ele aparece quando você menos espera

Amor não tem regra, a sua graça é a sua irracionalidade

Amor não tem receita de bolo, uma ousadia aqui e outra lá podem dar um sabor diferente na relação

Amor não é um jogo de tênis, é um jogo de frescobol onde um colabora com o outro

Amor não tem dia certo, comemore todos os dias por tê-lo encontrado

Mas, especialmente hoje, HAPPY VALENTINE’S DAY!

"Faça amor, não faça guerra"

Agora tudo faz sentido

8 fev

Por Natália Biteli

Recentemente passei a acompanhar o blog do Xico Sá, escritor, jornalista e colunista da Folha, autor de textos sensacionais, sempre muito inteligentes, realistas e (em minha opinião) com uma pitada de sarcasmo.

Ontem li um texto dele que faço questão de compartilhar com vocês. Acho que traduz muito bem algumas das minhas (e com certeza tuas também) experiências amorosas, além de iniciar com uma das frases mais sensacionais que já li nos últimos tempos.

Divirtam-se!

“Como se escreve o fim do amor?

Sim, homem é frouxo, só usa vírgula, no máximo um ponto e virgula; jamais um ponto final

Sim,  o amor acaba, como sentenciou a mais bela das crônicas de Paulo Mendes Campos: “Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar…”

Acaba, mas só as mulheres têm a coragem de pingar o ponto da caneta-tinteiro do amor. E pronto. Às vezes com três exclamações, como nas manchetes sangrentas de antigamente.

Sem reticências…

 Mesmo, em algumas ocasiões, contra a vontade. Sábias, sabem que não faz sentido  prorrogação, os pênaltis, deixar o destino decidir na morte súbita.

O homem até cria motivos a mais para que a mulher diga basta, chega, é o fim!!!

O macho pode até sair para comprar cigarro na esquina e nunca mais voltar. E sair por ai dando baforadas aflitas no king-size do abandono, no cigarro sem sem filtro da covardia e do desamor.

Mulher se acaba, mas diz na lata, sem metáforas.

Melhor mesmo para os dois lados, é que haja o maior barraco. Um quebra-quebra miserável, celular contra a parede, controle remoto no teto, óculos na maré, acusações mútuas, o diabo-a-quatro.

O amor, se é amor, não se acaba de forma civilizada.

Nem aqui e nem na Finlândia.

Se ama de verdade, nem o mais frio dos esquimós consegue escrever o “the end” sem uma quebradeira monstruosa.

Fim de amor sem baixarias é o atestado, com reconhecimento de firma e carimbo do cartório, de que o amor ali não mais estava.

O mais frio, o mais “cool” dos ingleses estrebucha e fura o disco dos Smiths, I Am Human, sim, demasiadamente humano esse barraco sem fim.

O que não pode é sair por ai assobiando, camisa aberta, relax, chutando as tampinhas da indiferença para dentro dos bueiros das calçadas e do tempo.

O fim do amor exige uma viuvez, um luto, não pode simplesmente pular o muro do reino da Carençolândia para exilar-se, com mala e cuia, com a primeira criatura ou com o primeiro traste que aparece pela frente.”

Escrito por Xico Sá, em 04/02/2012, http://xicosa.folha.blog.uol.com.br/

 

Dicas para quem tem rodinhas nos pés

7 fev

Por convidada especial

Oi gente, eu sou a Laurinha amiga das meninas de longa e curta data, e fui convidada (ou me convidei) pra escrever no blog hoje. 

 Um pouco pra me apresentar e também pra introduzir o post de hoje, eu sou economista, recém formada, e estou a caminho da Alemanha, assim que sair o tal do meu visto, pra trabalhar e morar por só Deus sabe quanto tempo.

 Sou uma viajante apaixonada, adoro me jogar nesse mundo enorme, conhecer pessoas, ter momentos incríveis, ver lugares de tirar o fôlego e sentir na pele todas as sensações possíveis e imagináveis. Por isso mesmo me considero uma expert em viagens, e vou dar algumas dicas hoje, talvez não tão óbvias!

 Primeira dica de um(a) bom viajante: faça a mala direito!

 Isso significa:

- Vai viajar pra praia? Além dos itens óbvios (biquíni, havaiana, toalha, canga), não deixe pra trás um moletonzinho esperto, porque vai que chove? E juro, nesse tempo maluco de praia, vale até uma calça (daquelas de malha, confortáveis pra caminhadas, mantém os mosquitos longe e aquecem em caso de frio também).

- Um item que eu acho essencial é uma canga ou lenço grande. Em uma viagem longa, um mochilão, ele pode servir pra você se alongar em um parque, cobrir a cabeça no deserto ou na mesquita, carregar coisas (é só fazer virar um saquinho) e outras mil e uma utilidades (como molhar e passar na testa da amiga que tá sofrendo de ensolação – true story).

- Sua viagem sendo curta ou longa, vale a pena incluir itens chave – acessórios, bolsa, sapatos e mesmo produtos de beleza que sejam básicos, e que combinem com bastante coisa. A não quer que você seja uma madame que tem carregadores ou que você tenha muito espaço no bagageiro, você vai se ver carregando um monte de itens supérfluos que talvez você nem consiga usar.

 Sobre a viagem, planejar ou não planejar tudo detalhadamente?

 Bom, depende de alguns fatores: disponibilidade de dinheiro, habilidade dos viajantes em lidar com o estresse, época do ano, facilidade de transporte.

 - Uma viagem planejada dá bastante trabalho, mas garante que você vá encontrar as melhores opções em preço e qualidade dos hotéis e transportes. No entanto, as vezes fica difícil de fazer modificações e você fica preso em um itinerário pré definido e deixa de curtir um lugar bacana por mais tempo, ou seja, perde um pouco da espontaneidade.

- A época do ano define a facilidade de encontrar transporte e acomodação, se você for em uma época cheia, como julho pra europa ou janeiro pro Rio, tente deixar algumas coisas reservadas para caso tenha algum problema.

- Ir de porta em porta procurando local pra ficar exige muito saco, ou seja, se você é do tipo estressadinho desencana,  porque senão ninguém vai te aguentar e a viagem perde muito em qualidade.

 Eu podia continuar por milhões de páginas, mas eu paro por aqui senão o post vai ficar muito longo. Só dou dois conselhos bacanas:

- Não deixe de ter algum aparelho com acesso a internet – ipad, iphone, smartphone – eles ajudam muito na hora de encontrar hotéis e transportes, e economizam bastante tempo e dinheiro!

- Não tente ver o mundo em dois dias, não são os lugares que você vê que fazem a sua viagem e sim os momentos que você passa. Não importa quantos anos voce tem, transporte e locomoção são super cansativos, ainda mais com malas, então relaxe e aproveito direito os lugares!  

 É isso!

 Boa viagem!

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