Arquivos | janeiro, 2012

A Teoria dos pratos giratórios

31 jan

Por Natalia Biteli

A cada dia que passa fico mais perplexa com o universo masculino…ou com a cabeça inocente das mulheres.

Numa mera conversa com um ser do sexo oposto, descobri a existência da “Teoria dos Pratos Giratórios”. Já tinham ouvido falar? Pois é, eu não!

Segundo ele, cada homem tem uma coleção de pratos – uns mais frágeis e delicados, outros mais duros e resistentes, uns mais ‘emperequetados’, outros mais simples, e por aí vai…pratos para todos os gostos e para todas as ocasiões. Afinal estamos no país da diversidade, não é mesmo?

E assim como na arte circense, os pratos vão sendo cuidadosamente equilibrados e literalmente controlados por eles, que correm de um lado para o outro, movendo os ”pauzinhos”, enquanto os espectadores ficam na tensão achando que ele vai dar mole e deixar algum cair.

Uns giram mais rápido, são mais independentes, só precisam de um leve toque de vez em quando para se sentirem queridos, enquanto outros precisam de mais atenção e estão mais propensos a desabar se não houver alguém por perto. Os preguiçosos, em geral, ficam ali naquele gira não gira, mas não caem tão fácil.

E ele diz: “Pratos são pratos, você encontra em todo lugar. Mas os exclusivos e mais valiosos você sempre guarda no armário a sete chaves, para não correr o risco de serem roubados.”

No universo masculino não existe mistério, não existem “joguinhos”, apenas um único jogo…e que vença o melhor!

Já tomou seu shake hoje?

24 jan

Por Natália Biteli

A preocupação com a saúde nunca esteve tão em alta.

Parques lotados, ciclovias no meio da Av. Faria Lima, academias te cobrando R$ 400 de mensalidade, gôndolas de supermercado específicas para barrinhas de cereais e sementes nutritivas, mil e uma indicações de nutricionistas e endócrinos, livros com “tutoriais mágicos” para perder peso, e por aí vai…

Como fui ginasta durante toda minha infância, doces e frituras sempre foram banidos da minha alimentação e substituídos por frutas, legumes e verduras. E confesso que nunca fui uma criança traumatizada por causa isso, embora de vez em SEMPRE eu trocasse a minha maçã pela “tortuguita” da minha amiguinha na escola.

Como já parei a ginástica olímpica há muitos anos, acabei ganhando aquela famosa “pança” que assombra a vida de tanta gente, inclusive a minha.

As tentativas de regime foram várias…e todas começavam bem mas acabavam fracassando no final…pois é muito difícil dizer não à pizza de sexta-feira, rodízio de comida japonesa com os amigos, pastel de feira, chocolates do Duty Free dos colegas de trabalho que voltam de viagem, feijoada da vovó, “bem casado” nas festas, etc etc etc.

Nas últimas semanas estou tentando um regime alternativo…o famoso SHAKE da Herbalife.

Acho que esse produto dispensa apresentações, pois virou febre mundial, mas para quem não conhece:

Sempre soube que esses shakes existiam, mas nunca tive coragem de experimentá-los.

Até que meus colegas de trabalho começaram a frequentar um lugar chamado “Espaço Vida Saudável”, da Herbalife, que depois vim a descobrir que existem diversos desses espalhados por São Paulo. E para não ficar de fora da “moda do shake” aqui do escritório, resolvi finalmente experimentar.

Quando entrei lá precisei de 10 minutos para conseguir parar de rir! Cadeiras de plástico espalhadas por todos os cantos, um barulho ensurdecedor de liquidificadores ligados, diversos pôsteres (uns fazendo propaganda dos produtos Herbalife e outros repletos de depoimentos sobre o efeito emagrecedor do shake, com fotos do “antes e depois”), pessoas de todos os tipos, gordas e magras – embora todas achassem que estivessem gordas, e todas segurando um copinho de plástico com seu nome escrito.

Após meu ataque de risos, passei pela “lavagem cerebral” básica que mostrava o quanto de porcarias eu consumia – hambúrguer, pizza, batata frita, salgadinhos, doces, etc. Aliás dessa foto eu nunca esqueço…era o contorno de uma pessoa obesa com todos esses produtos dentro dela, da cabeça aos pés, como se dissesse: “olha como a gordura consome todo o seu corpo”. E a conclusão óbvia era: “você pre-ci-sa tomar o shake AGORAAAA”, substituindo pelo menos 1 refeição ao dia.

Comecei substituindo o almoço, ia no “Espaço Vida Saudável” de segunda a sexta e tomava não só o shake mas também outros 2 chás – chá da beleza e chá da mente. Abri aquele sorrisão quando consegui abotoar aquela calça jeans que há anos não passava da coxa…emagreci 2,5 kg em apenas 1 semana. É claro que eu não deixei de malhar…isso até o pessoal do Herbalife não me recomendou fazer. Ou seja, em 1 semana eu era a maior propagadora do mundo da dieta do shake, falava pra todos meus amigos e familiares do quanto o produto era efetivo…tinha o maior orgulho de puxar a calça pra frente e mostrar o espaço que sobrava.

Tomei o shake por mais 3 semanas…não tinha mais aquela empolgação toda para tomá-lo todos os dias, então passei a tomar 2 vezes por semana e a substituir o jantar ao invés do almoço. Foi quando comecei a dar um “alô” de volta àquela pança que por tantos anos esteve presente em minha vida.

E A MINHA CONCLUSÃO:

Não tem segredo…a dieta saudável é uma combinação de diversos fatores (esportes, alimentação balanceada e cortes dos excessos). E as pessoas vão sempre tentar te vender “fórmulas mágicas”, mas esteja ciente de que as gordurinhas extras magicamente voltam ao seu lugar de origem assim que você acha que concluiu o regime e volta a comer normalmente.

Afinal…por quanto tempo você consegue dizer NÃO à pizza de sexta-feira, rodízio de japonês com os amigos, pastel de feira, chocolates importados, feijoada da vovó e “bem casado” de festas?

Que sono!!!

23 jan

Por Paulinha

Você está lá, todo concentrando, quando de repente ele vem, o sono, chega como quem não quer nada e vai dominando todo o seu corpo. Quem não tem uma historia engraçada de alguma vez que dormiu na sala de aula e roncou, ou quando acordou não tinha mais ninguém na sala, ou que acordou com o professor olhando pra sua cara.

E no trabalho então, às vezes é bem difícil controlar, por exemplo, agora, estava aqui piscando na frente do computador, só lembrando uma dica que me deram uma vez pra eu ir dormir no banheiro, mas e o medo de pegar no sono profundo e ficar no banheiro até amanhã? Por isso achei melhor investir em outra coisa e escrever esse post pra ver se acordo (tomara que meu chefe não leia o blog).

O sono é uma coisa traiçoeira, ele não aparece só em momentos chatos como no trabalho ou na sala de aula, às vezes ele aparece no meio do cinema, ou até mesmo na balada, o que fazer nessa hora??? Pra ser sincera, ainda não descobri, sou do tipo que durmo mesmo, até um farol vermelho é útil pra dar aquela descansadinha, sempre vai ter alguém irritado que vai buzinar e te acordar…

Me chame de linda e não de gostosa!

18 jan

Por Adrianna Rodrigues Netto Rocha

Fiquei muitíssimo tentada em pedir à minha querida amiga Valesca escrever um post sobre esse assunto, mas… Decidi bater no peito e escrevê-lo eu mesma.
Não posso reclamar da minha sorte em ter um metabolismo acelerado. Posso comer Mcdonald’s toda semana, sobremesa em todos os restaurantes que vou e engordo apenas quando abuso MUITO de toda essa fartura. Quando tinha lá meus 15 anos até apelidei essa sorte toda de “abuso da magreza”!
Felizmente (ou infelizmente) todo mundo cresce e, junto com isso, corpos de homens e mulheres se desenvolvem. Alguns ficam maravilhosos, certo!?

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Pausa para recuperar o fôlego!
Sei que toda essa beleza e esse corpo escultural chamam a atenção de qualquer uma, assim como mulheres brasileiras e seus bumbuns deixam os homens de queixo caído. Mas, ando meio revoltada com a sociedade!
Homens, acordem! Corpo não é tudo nessa vida! Mulheres têm muito mais a oferecer! Chega dessa “agressividade” toda e de acharem que uma mulher só se torna interessante o bastante se houver sexo na jogada e se ela for estonteantemente magra gostosa. É apenas um corpo… não significa nada. Absolutamente nada!
E não achem que sou do tipo gordinha ou do tipo Olívia palito…e por isso protesto! Sou bem satisfeita com meu corpo, por sinal. Não me considero nem gorda e muito menos gostosa, mesmo porque, além da palavra soar um tanto quanto pesada pra mim, dentro de 1,54m, não da pra caber muita coisa né?!
Só acho que as mulheres, sejam gordas, magras, gostosas ou o que for, devem se dar mais valor!

Três xícaras de chá

13 jan

Por Camila Gomes Faria

No mercado em que eu atuo ganha dinheiro quem tem a informação certa e sabe analisá-la de forma estratégica. Isto antes da concorrência, é claro. Esta semana acompanhei a equipe de pesquisa de campo do Vietnã, que visita cerca de 30 fazendas diariamente para traçar as características da safra de café.

Partimos de Pleiku, cidade que serviu como base Norte Americana durante o período de guerra, percorrendo as áreas produtoras de café no interior do país. Não tínhamos horário marcado com ninguém. Fomos parando nas propriedades que apareciam no caminho e em TODAS elas fomos recebidos com um sorriso sincero e o convite para tirar os sapatos e entrar… A partir daí começa o ritual que dá gosto de ver!

A mulher da casa traz uma bacia com água para que você lave os pés, enquanto o homem liga ao mesmo tempo a televisão, o som, o ventilador e coloca todas as poucas coisas que ele possui á vista. Somos considerados pessoas importantes que merecem o que de melhor eles tem para oferecer. É por isso que nas melhores casas a primeira xícara de chá é servida com tanto açúcar – artigo raríssimo nessa região.

Fale-se sobre as condições da estrada e o clima, trazemos notícias do que acontece na cidade e eles compartilham lembranças da guerra. Passamos para a segunda xícara de chá. Agora o assunto é a familia, a construção da casa, a colheita do ano. Ninguém ousa falar do governo comunista. Partimos então para a terceira xícara de chá e, só então, é permitido falar de negócios.

Isso sim é gente elegante.

O carinho com que somos tratados quase me faz esquecer da situação em que aquelas pessoas vivem. Casas com paredes de lona, geralmente apenas um cômodo, sem água tratada ou luz. Sorrisos de dentes pretos, machucados expostos que nunca cicatrizam e crianças com deformidades ainda em decorrência das armas químicas usadas pelos Estados Unidos durante a guerra.

As imagens chocam e fazem pensar. Mas a lembrança que carrego comigo não é de uma gente miserável e sofrida, e sim de quem sabe amar.

 

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