Esse filme de novo?

1 jun

Por Natalia Biteli

Não sei quanto a vocês, mas quando eu gosto muito de um filme não consigo ver uma vez só. Desde pequena quando minha mãe me levava à locadora era sempre o mesmo filme: DUMBO. Podiam ter mil e um lançamentos, mas a minha opção era sempre a mesma, o filme do elefantinho que ficava na estante da esquerda onde meus curtos bracinhos conseguiam alcançar. Tentavam e tentavam me empurrar outros filmes, mas eu fazia questão de ver e rever o que eu considero hoje uma das piores histórias da Disney.

Com certeza devo ter puxado isso de alguém. Imagino que seja do meu pai, pois nunca conheci alguém que assistiu TITANIC tantas vezes na vida. Não entendo e nunca entendi o porquê de tanto amor pela história (de 3 horas e meia) do navio que afunda. Sério, toda vez que a TV insiste em transmitir esse looooooooonga metragem lá está o meu velho no sofá. E quem sou eu para julgá-lo? Tantas pessoas devem ter essa mesma paixão que resolveram dar uma segunda chance à linda história de Jack e Rose nas telonas e em versão 3D. Eu já não tive a mesma sorte com o Dumbo.

E a minha irmã então, pode ser a história dos vampiros 1, 2, 3 ou 700 que lá está ela assistindo, mesmo que seja só para ficar como som ambiente enquanto faz outras coisas. A sorte dela (e azar nosso) é que sempre tem um Telecine disponível para passar a história “magnífica” de Edward e Bella. E pode ter certeza que tem sempre alguém assistindo.

Quando a história é boa, quem não fica acordado até de madrugada para ver aquele finalzinho emocionante que você já sabe de cor e salteado? Se essas pessoas não existissem, a Globo talvez optasse por outro sucesso dos cinemas ao invés de “A Busca Implacável” pela centésima vez em 2012, que aliás eu devo ter visto todas.

Filme repetido é escolha fácil e satisfação garantida. É só sentar a bunda no sofá e aproveitar as 2 horinhas mais previsíveis do mundo. Você já conhece os personagens, o enredo e já tem certeza de como a história termina….tem preguiça melhor?

Mulheres inteligentes, homens babacas!

29 mai

Por Adrianna Rocha

Homens e mulheres,

Tomei a liberdade de pegar emprestado um texto pois é ótimo! Leiam com muita atenção… Eles, para finalmente aceitarem que somos bem mais inteligentes do que realmente acham… Elas, só para confirmarem o que já sabem!

Toda mulher que se preze já se apaixonou por um babaca. A história é quase sempre a mesma, o final também. A gente conhece um cara, ele se mostra doce, maravilhoso e bem resolvido. A gente – encantada – guarda a intuição no fundo da gaveta, veste o melhor decote (e o melhor sorriso) e sai linda, leve e solta para mais um capítulo cheio de frases mal contadas, celular desligado e eventuais sumiços. Verdade seja dita: a gente sente que tem alguma coisa errada, mas acaba fazendo vista grossa. E acha que está sensível demais, exigente demais, desconfiada demais. E deixa rolar. O resultado? O cara te enrola, te pede desculpas. Depois vacila de novo e te enche de presentes. Meninas, estou escrevendo este texto para eu mesma decorar. Imprimir. E nunca mais esquecer. A gente não pode sair por aí perdendo nosso tempo com esses babacas. Chega de desculpar tanto, de tampar o sol com a peneira. Quando um cara REALMENTE está afim de você, ele vai até o inferno por você. Essa verdade ninguém me tira. Não tem trabalho, família, futebol, amigos, crise existencial, nem celular sem bateria que façam com que ele – caso tenha educação e a mínima consideração – não tenha tempo de dizer um simples “oi”. Isso não é pedir muito, concorda? O cara não precisa dar satisfação a toda hora, te ligar várias vezes por dia, isso é chato e acaba com qualquer romance. O que eu quero dizer é que mulher precisa de carinho. Atenção. E uma sacanagem bem-dosada. Se o sujeito vive brincando de esconde-esconde, não responde lindamente suas mensagens, não te chama pra sair com os amigos dele e nem tenta te agarrar quando você diz que está com uma lingerie de matar por debaixo da roupa, minha amiga, o negócio está feio. Muito feio. Confesso que não é tarefa fácil colocar um ponto final de uma hora pra outra nessas histórias. Somos seres românticos, abduzidos pelos finais felizes dos filmes e livros. A gente sempre acha que alguma coisa vai mudar, que ele vai perceber TUDO o que está perdendo e vai aparecer com flores na porta da nossa casa. Mas a realidade é diferente. Não somos a Julia Roberts, não estamos numa comédia romântica e, na vida real, homens são simples e previsíveis. Quando eles querem uma coisa, não há nada – nem ninguém – que os impeça. Portanto, anotem aí: quando um cara está afim de você, ele vai te ligar, ele vai te procurar, ele vai te beijar, ele vai querer estar sempre com as mãos em cima de você. Não sou radical, apenas cansei de dar desculpas pra erros que não são meus. Ou são. Afinal um cara babaca sempre dá pistas de que é babaca. Só não enxerga, quem não quer. (Fernanda Mello)

Ser ou não ser (sozinho)

17 mai

Por Natalia Biteli

“O ser humano tem medo da solidão”

“Quando você namora você precisa dar muita explicação. Vai sair e tem que avisar. Você arranja uma segunda mãe”

Foram essas as duas frases que ouvi hoje antes de encerrar o meu dia, e que acabaram tornando a minha noite mais turbulenta do que eu estava imaginando que seria. Fiquei encucada não só por internamente discordar dessa visão, mas por lembrar que frases como essas já saíram da minha boca mais de uma vez.

Atire a primeira pedra quem nunca terminou um namoro e sentiu AQUELE alívio… alívio de não precisar mais dar satisfação a ninguém, de poder ir aonde quiser e com quem quiser, de poder encontrar os amigos em pleno sábado a noite e sem peso na consciência, de ir a uma balada só porque teve vontade de ir, de emendar um happy hour depois do expediente sem precisar avisar ninguém, de comer pizza no dia “sagrado” do temaki…etc etc etc.

Concordem ou discordem de mim, mas a rotina a dois só perde a competitividade com o “sexo, drogas e rock and roll” quando o amor não existe mais lá. E no início tudo é farra, tudo é alegria, cada brinde é eterno e cada encontro com os amigos é motivo para salientar o quanto você está bem agora. Até que o grito de liberdade se torna tão repetitivo que acaba perdendo a graça e te trazendo de volta ao mundo onde o que reina é o “impossível ser feliz sozinho”.

Na vida todos temos nossos altos e baixos, assim como todo relacionamento tem seus altos e baixos. E ninguém decide ficar sozinho quando está no pico da felicidade. Precisa ter algum drama, algum estresse, algum sinal de queda ou inconsistência para querer terminar algo que antes estava bom.

Não culpo as pessoas de pensarem que o ser humano tem medo da solidão, porque realmente acho amedrontador não ter alguém para compartilhar as coisas, dizer como foi o seu dia (por pior que tenha sido), para dar “bom dia” e “boa noite” e, não sendo uma perseguição doentia, ter alguém preocupado com você e querendo saber onde você está.

Os únicos vilões desse “paraíso” são o ciúmes e a insegurança, que tornam o ambiente tão irritante como uma mãe neurótica. Mas basta controlá-los ou eliminá-los à força.

E no final todo mundo acaba concordando que melhor do que viver sozinho é ter alguém que te cubra quando você está com frio, te faça um chá quente quando você está gripado, te abrace enquanto você chora…e não só nas horas ruins, que também te faça manter o sorriso no rosto por ter certeza do quanto você tem valor.

Então, caros amigos, eu termino o meu dia me sentindo muito bem, pois meus primeiros cabelos brancos hoje me ajudam a enxergar que estar com alguém não é abdicar da sua própria vida e muito menos da sua liberdade, mas, sim, é estender a mão para alguém que possa te acrescentar.

Um anjo chamado mãe!!

13 mai

Por Paulinha

Nesse dia tão especial não poderiamos deixar de postar algo, acho que esse texto transmite muito bem o que são as mães nas nossas vidas…não consegui identificar o autor, mas amei o texto!!!

Dedico a todas as mães que sempre estiveram ao lado dos seus filhos, apoiando, ensinando, sofrendo junto, elas merecem!!!

Mãe, obrigada por tudo!!!

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Uma criança pronta para nascer, perguntou a Deus:

- Senhor, dizem que descerei para a Terra amanhã, mas como vou viver lá, sendo assim, tão pequena e indefesa?

E Deus falou:

- Entre muitos anjos, eu escolhi um muito especial para você. Esse Anjo está lhe esperando e tomará conta de você.

A criança, curiosa, continuou:

- Mas, me diga uma coisa, Senhor, aqui no céu eu não faço nada, a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz…como será lá na Terra?

E Deus, pacientemente falou:

- Seu Anjo irá cantar e sorrir para você. A cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu Anjo e será feliz.

A criança queria saber mais e perguntou:

- E como vou entender, quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas da Terra falam?

E Deus respondeu:

- Com muita paciência e carinho, seu Anjo vai lhe ensinar a falar.

A criança quis saber mais:

- E o que vou fazer quando eu quiser falar contigo, Senhor?

Deus disse:

- Seu Anjo vai juntar suas mãos e lhe ensinar a orar.

A criança, preocupada, perguntou também:

- Eu ouvi dizer que na Terra existem homens maus. Quem irá me proteger dos perigos?

Deus, então, respondeu:

- Seu Anjo irá defender você, mesmo arriscando sua própria vida.

A criança queria saber muito mais e falou:

- Então serei sempre triste porque não o verei mais, Senhor!

Deus disse:

- Seu Anjo sempre irá lhe falar de Mim. Vai lhe ensinar a maneira de vir a Mim. E Eu, sempre estarei dentro de você!

Nesse momento, havia muita paz no Céu, mas, as vozes da Terra já começavam a ser ouvidas.

A criança, apressada, pediu carinhosamente a Deus:

- Oh, Deus! Se eu este é o momento de ir para a Terra, por favor, me diga…qual o nome do meu Anjo?

E Deus respondeu:

- Você chamará o seu Anjo de: MÃE !”

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A arte da calma

1 mai

Por Noite das Meninas

Não sei bem ao certo se é o sangue paulista que corre em minhas veias, os efeitos colaterais da carreira que escolhi, ou simplesmente uma questão de personalidade, mas nunca fui uma pessoa calma.

Aliás, (confesso) pessoas calmas demais costumam me tirar do sério…com seus pontos e vírgulas em cada frase, a eternidade em que levam para concluir um pensamento, as inúmeras respirações e suspiros durante cada história…Se eu pudesse girar uma manivela e acelerar tudo isso eu seria uma pessoa bem mais calma. 

E acreditando no provérbio “a pressa é inimiga da perfeição” e lembrando do final nada feliz de Adam Sandler no filme “Click”, comecei a me preocupar essa pressa constante dentro de mim e resolvi tentar algo novo, algo que sempre encarei com sarcasmo e com uma pontinha de desdém: meditação.

Como o mais próximo até hoje que cheguei de meditar foi seguindo um gatinho da academia até a aula de Yoga, eu não tinha a menor idéia de como fazer isso. E nem os tutoriais do mestre Lord Shiva e nem a Júlia Roberts em “Comer Rezar e Amar” conseguiram me ajudar neste desafio. Minha tentativa foi frustrante do começo ao fim, desde o fracasso inicial em cruzar as pernas até a vergonha alheia ao ter soltado aquele “OMMMMMM”, que o santo Google ensinou que era o “som do universo”.

Com a tentativa de meditação indo em vão, comecei a pensar que a minha aflição era justamente porque tudo na minha vida estava calmo; nenhum problema aparente e nenhum acontecimento relevante. Minha vida adulta tinha se tornado um rio sem crocodilos, uma correnteza sem abismos, tão previsível quanto um casamento de 20 anos. Tudo o que eu queria era correr e tudo o que as pessoas me falavam era pra ter calma.

Decidi então concluir que a calma se alcança com o tempo, conforme ficamos mais velhos e menos apressados para pontuar cada frase, concluir pensamentos ou contar histórias. E da mesma forma que uma criança em silêncio é sinônimo de problema, um jovem (semi-adulto) passando por uma crise de calma é sinônimo de:

CORRA, cometa erros enquanto há tempo, dê a volta ao mundo, sonhe, proteste, fracasse até acertar, medite no topo de uma montanha, construa casas para quem não tem onde morar, trabalhe até tarde, ganhe dinheiro, doe dinheiro, corra uma maratona, saia para dançar, não tenha medo de falhar, só tenha calma quando achar que deve brecar, e viva todos os dias como se fossem os últimos…