Por Natalia Biteli
Não sei quanto a vocês, mas quando eu gosto muito de um filme não consigo ver uma vez só. Desde pequena quando minha mãe me levava à locadora era sempre o mesmo filme: DUMBO. Podiam ter mil e um lançamentos, mas a minha opção era sempre a mesma, o filme do elefantinho que ficava na estante da esquerda onde meus curtos bracinhos conseguiam alcançar. Tentavam e tentavam me empurrar outros filmes, mas eu fazia questão de ver e rever o que eu considero hoje uma das piores histórias da Disney.
Com certeza devo ter puxado isso de alguém. Imagino que seja do meu pai, pois nunca conheci alguém que assistiu TITANIC tantas vezes na vida. Não entendo e nunca entendi o porquê de tanto amor pela história (de 3 horas e meia) do navio que afunda. Sério, toda vez que a TV insiste em transmitir esse looooooooonga metragem lá está o meu velho no sofá. E quem sou eu para julgá-lo? Tantas pessoas devem ter essa mesma paixão que resolveram dar uma segunda chance à linda história de Jack e Rose nas telonas e em versão 3D. Eu já não tive a mesma sorte com o Dumbo.
E a minha irmã então, pode ser a história dos vampiros 1, 2, 3 ou 700 que lá está ela assistindo, mesmo que seja só para ficar como som ambiente enquanto faz outras coisas. A sorte dela (e azar nosso) é que sempre tem um Telecine disponível para passar a história “magnífica” de Edward e Bella. E pode ter certeza que tem sempre alguém assistindo.
Quando a história é boa, quem não fica acordado até de madrugada para ver aquele finalzinho emocionante que você já sabe de cor e salteado? Se essas pessoas não existissem, a Globo talvez optasse por outro sucesso dos cinemas ao invés de “A Busca Implacável” pela centésima vez em 2012, que aliás eu devo ter visto todas.
Filme repetido é escolha fácil e satisfação garantida. É só sentar a bunda no sofá e aproveitar as 2 horinhas mais previsíveis do mundo. Você já conhece os personagens, o enredo e já tem certeza de como a história termina….tem preguiça melhor?



















